Saiba dar suporte correto para uma pessoa com o transtorno do espectro autista

Superando Desafios Comportamentais
Crie uma agenda. Pessoas com TEA podem ter dificuldades com mudanças inesperadas na vida cotidiana. Por isso muitas vezes elas dependem de rotinas para ajudar a criar uma sensação de estabilidade para os seus dias. Quando essas rotinas sofrem mudanças o dia inteiro pode ser arruinado, levando à raiva, confusão e crises emocionais. Para evitar bagunçar a rotina do seu ente querido você pode: Fazer uma agenda com todas as atividades cotidianas
Avise a pessoa se o cronograma for ser ligeiramente alterado. Avisar se você planeja mudar a rotina é essencial. Coisas como consultas médicas podem alterar a programação, para preparar a pessoa para a mudança tente planejar o evento com ela para que ela saiba o que está por vir.
Identifique quais estímulos causam desconforto. Muitos indivíduos com TEA têm questões sensoriais e isso pode interferir na forma como se cuidam. Por exemplo, a textura ou o cheiro de pasta de dente podem causar grande desconforto. Alguns deles não gostam de cortar o cabelo. Isso pode ser devido a problemas sensorial ou simplesmente porque não gostam de mudanças.
Saiba como lidar com ataques emocionais. Indivíduos com TEA têm uma tendência a ter acessos ou surtos emocionais. Durante esses ataques pode parecer que a pessoa perdeu totalmente o controle emocional. A pessoa pode chutar, gritar, se jogar no chão ou bater a cabeça. Para lidar com esses surtos você precisa entender por que eles ocorrem.
Mantenha seu ente querido seguro durante o ataque. Se a pessoa surtar, entenda que ela não consegue controlar isso. Muitas vezes você simplesmente precisa deixar o ataque seguir seu curso. Mas se a pessoa estiver se ferindo será necessário interferir. Tente movê-la para longe de qualquer coisa que possa prejudicá-la.
Não grite ou repreenda a pessoa com TEA durante um acesso de raiva. Não critique seu comportamento. Isso não vai fazer nenhum bem e pode até piorar a situação. Gritar com a pessoa durante o ataque pode piorar a experiência. Ela pode se sentir julgada e sussurrar pode criar uma sensação de estresse.
COMUNICAÇÃO
Entenda que uma pessoa com TEA provavelmente envolve alguns desafios de comunicação. Embora esses indivíduos possam ser altamente funcionais, eles ainda podem experimentar dificuldades de comunicação. Um dos principais desafios que eles encaram é a falta de compreensão da linguagem corporal. Eles podem ter dificuldade em entender o que a linguagem corporal das pessoas diz sobre elas e pode ser um desafio produzir linguagem corporal adequada.
Tente não se sentir ofendido por um tom desinteressado ou linguagem corporal rude. Devido a essa confusão sobre a linguagem corporal, um indivíduo com TEA provavelmente não usará linguagem corporal que corresponda a forma como ela está se sentindo. Esse também é o caso com o tom da voz. O tom de voz expressado muitas vezes não expressa o estado de espírito sentido. Por isso é importante lembrar de não considerar isso ou se sentir ofendido por tom de voz ou linguagem corporal rudes dirigidos a você.
  • Por exemplo, o tom de voz da pessoa pode parecer curto e grosso, mas ela pode estar de ótimo humor
comunicação
A pessoa com TEA pode não entender certos tons de voz ou instruções verbais. Se a pessoa tiver autismo, lembre-se de não interpreta informações como indivíduos neurotípicos. Ela pode não ser capaz de entender sarcasmo, expressões idiomáticas, metáforas, etc. Além disso, se você estiver dando instruções verbalmente, avalie como a pessoa está reagindo. Ela pode responder melhor a instruções escritas ou pictóricas ou pode apenas exigir mais tempo de processamento antes de responder.
  • Por exemplo, a pessoa pode estar prestando atenção e ouvindo, mas pode levar algum tempo para entender o que você está dizendo.
Tente procurar um espaço calmo para se comunicar. A pessoa com TEA pode sentir dificuldade para se comunicar em lugares muito barulhentos. Ele pode ficar estressado se você tentar se comunicar com ele em lugares com várias pessoas falando. Em vez disso, procure ambientes calmos onde pouco está acontecendo para conversar.
  • Por exemplo, se você tentar falar com a pessoa com TEA em uma loja movimentada, ele provavelmente vai ter mais dificuldade em entender você, mesmo que possa ouvir claramente.
Ensine técnicas tranquilizadoras. A pessoa com TEA provavelmente vai ficar chateado de vez em quando e pode acabar se descontrolando e caindo em um acesso de raiva. É importante ensinar técnicas tranquilizadoras para ele tentar permanecer no controle de suas emoções. Quando ocorrer um episódio ele pode praticar seus exercícios tranquilizadores. Esses exercícios podem incluir:
  • Praticar respiração profunda.
  • Contar para se acalmar.
  • Segurar um brinquedo ou objeto favorito até se sentir melhor.
  • Ioga, meditação, exercícios ou alongamento
  • Fazer uma pausa com música ou canto.
Use cartões para ensinar. Usar cartões para ensinar sobre as emoções humanas tem mostrado bons resultados. Você pode comprar ou fazer cartões ilustrando expressões faciais comuns. Quando você mostra esses cartões e explica as emoções e as relaciona com você ou seu filho, ele tem mais chances de entender as expressões de outras pessoas. Lembro, porém, que estes cartões JAMAIS devem substituir a fala.
  • Quando a criança compreender que imagens/rostos/expressões estão relacionados com quais emoções, trabalhe nas habilidades emocionais dela para vincular essas emoções com situações da vida real também. A representação visual da emoção é só o primeiro passo; a verdadeira compreensão emocional também envolve entender em que situações as pessoas sentem essas emoções.
Ensine-o a mudar o assunto da conversa. Não é incomum que pessoas com TEA se fixem em um assunto específico (conhecido como preferência). Elas vão falar sobre seu interesse específico por horas sem mudar de assunto. É importante tentar ensinar seu filho a mudar de assunto. Para fazer isso:
  • Ensaie conversas comuns com a criança.
  • Encene diferentes conversas.
  • Elogie quando a criança iniciar qualquer conversa sobre assuntos que interessam a outras pessoas.
avaliando
Aprenda a avaliar a situação. Se você ver que a pessoa com TEA está ficando sobrecarregado, tente ajustar a situação para evitar que ele se sinta desconfortável. Conheça e preste atenção no que provoca desconforto.
  • Por exemplo, ir a um restaurante pode ser muito caótico para o ele. Às vezes sair do ambiente por alguns minutos é o suficiente para recuperar o controle.
Elogie imediatamente. Tente manter uma atitude positiva sobre o comportamento da criança em todos os momentos. O reforço positivo vai ajudar a entender quais comportamentos são adequados e quais devem ser evitados.
Texto retirado do site Revide

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